Eu tô grávida
Grávida de um beija-flor
Grávida de terra
De um liquidificador
E vou parir
Um terremoto, uma bomba, uma cor
Uma locomotiva a vapor
Um corredor
Eu tô grávida
Esperando um avião
Cada vez mais grávida
Estou grávida de chão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Dar à luz
Eu tô grávida
De uma nota musical
De um automóvel
De uma árvore de Natal
E vou parir
Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional
Um cartão postal
Eu tô grávida
Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Vou dar a luz
'
Gosto das letras "ousadas" da Marina Lima.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Retratando Flicts
Era uma vez uma cor muito triste, frágil e só. Procurava por todo o lado um amigo da sua cor, mas ...nada. Ninguém tinha a cor Flicts.
Foi uma longa caminhada!
Procurou nas flores do jardim, na caixa de lápis de cor, nas ondas do mar, no arco-íris, nos semáforos, nas luzes das cidades... Não havia maneira de encontrar a sua cor...Flicts!
Continuava a ser uma cor só, frágil e feia!
Correu mundo... observou com muita atenção as bandeiras dos países que visitou: Espanha, França, Japão, Brasil, Angola, Timor e muitos outros. E nada! Nenhuma bandeira tinha a sua cor!
Flicts estava muito desiludida!
Começou a caminhar sem rumo e ninguém mais a viu.
Muito tempo depois, alguém descobriu Flicts. Agora era uma cor muito alegre. Finalmente tinha motivo para estar feliz. Encontrara na lua a sua cor!
Sabem porquê?
É que a lua vista de perto, de bem pertinho, é Flicts.
(Ziraldo)
Foto: Exposição das obras do Ziraldo (Palácio Quitandinha. 14/08/2009)
Foi uma longa caminhada!
Procurou nas flores do jardim, na caixa de lápis de cor, nas ondas do mar, no arco-íris, nos semáforos, nas luzes das cidades... Não havia maneira de encontrar a sua cor...Flicts!
Continuava a ser uma cor só, frágil e feia!
Correu mundo... observou com muita atenção as bandeiras dos países que visitou: Espanha, França, Japão, Brasil, Angola, Timor e muitos outros. E nada! Nenhuma bandeira tinha a sua cor!
Flicts estava muito desiludida!
Começou a caminhar sem rumo e ninguém mais a viu.
Muito tempo depois, alguém descobriu Flicts. Agora era uma cor muito alegre. Finalmente tinha motivo para estar feliz. Encontrara na lua a sua cor!
Sabem porquê?
É que a lua vista de perto, de bem pertinho, é Flicts.
(Ziraldo)
Foto: Exposição das obras do Ziraldo (Palácio Quitandinha. 14/08/2009)
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Receita
Uma taça de vinho tinto suave para antes, durante e depois do jantar. Mas só uma.
Pai diz que faz bem pro coração.
Pai diz que faz bem pro coração.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Indonésia
Lembro-me de algo que li certa vez, algo em que os zen-budistas acreditam. Eles dizem que um carvalho é criado por duas forças ao mesmo tempo. Evidentemente, há a pinha onde tudo começa, a semente que contém toda a promessa e o potencial e que se tranforma em árvore. Todo mundo pode ver isso. Mas são poucos os que conseguem reconhecer que existe outra força em ação aí também - a futura árvore em si, que quer tanto existir que faz a pinha nascer, usando seu desejo para fazer a semente brotar do nada, guiando a evolução da inexistência à maturidade. Pensando assim, dizem os zen-budistas, é o carvalho que cria a pinha da qual ele próprio nasceu.
(Comer, Rezar, Amar - Cap.108 Pág.338)
(Comer, Rezar, Amar - Cap.108 Pág.338)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Índia
Abandonar seus hábitos reconfortantes e conhecidos com a esperança (a mera esperança!) de que alguma coisa melhor lhe vai ser oferecida em troca daquilo que você abriu mão.
(Comer, Rezar, Amar - Cap.57 Pág.183)
(Comer, Rezar, Amar - Cap.57 Pág.183)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Itália
" É por isso, diz Barzini, que os italianos toleram generais, presidentes, tiranos, professores, burocratas, jornalistas e industriais de medonha incopetência, mas jamais irão tolerar a incopetência de cantores de ópera, regentes, bailarinas, cortesãs, atores, cineastas, cozinheiros, alfaiates...".
Em um mundo de desordem, desastre e fraude, algumas vezes só a beleza merece confiança. Somente a excelência artística é incorruptível. O prazer não pode ser sucateado. E, algumas vezes, a comida é a única moeda real.
Elizabeth Gilbert (Comer, Rezar, Amar - Cap.36 Pág.123)
Em um mundo de desordem, desastre e fraude, algumas vezes só a beleza merece confiança. Somente a excelência artística é incorruptível. O prazer não pode ser sucateado. E, algumas vezes, a comida é a única moeda real.
Elizabeth Gilbert (Comer, Rezar, Amar - Cap.36 Pág.123)
domingo, 2 de janeiro de 2011
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